Club de Nova Londrina

PAUL PERCY HARRIS,O FUNDADOR DO ROTARY INTERNATIONAL

Paul Percy Harris nasceu em 19 de abril de 1868 em Racine, Wisconsin, nos Estados Unidos, ao norte de Chicago. Foi o segundo dos 6 filhos de George N. Harris e Cornelia Bryan Harris. Por problemas financeiros, aos dois anos foi morar, juntamente com seu irmão Cecil, então com 5 anos, com seus avós paternos Howard e Pamela Harris, na cidade de Wallingford, no Estado de Vermont, nos Estados Unidos.

Foi aí que praticamente começou o direcionamento da vida de Paul Harris, como ele mesmo recorda em suas memórias "Meu Caminho para Rotary": “ Eu tive o privilégio de viver em um lar estável, onde não faltava nada e nada era excessivo; onde os ideais eram os mais elevados e a educação era o objetivo supremo.” Esta visão em direção à educação o levou às Universidades de Iowa, onde se formou advogado e obteve o título de doutor honorário na Universidade de Vermont.

Ao receber o seu diploma, Paul decidiu que passaria cinco anos conhecendo o mundo antes de se dedicar à sua nova profissão de advogado. Foi neste tempo que trabalhou como repórter de jornal, professor de economia, ator de teatro e cowboy. Fez também inúmeras viagens pelos Estados Unidos e Europa como representante de uma companhia de mármores e granitos.

Finalmente, em 1896 decidiu advogar em Chicago. O ambiente da cidade era difícil, com muita imoralidade, Incêndios fraudulentos, e falências, melhorando em 1900 com o fechamento das casas de jogos e tavernas, com a Promulgação da Lei Federal de Falências e a segregação da prostituição. Foi advogado durante 32 anos, membro do Colégio de Advogados do Estado de Illinois, do Colégio Americano de Advogados e Presidente da Comissão de Ética Profissional do Colégio de Advogados de Chicago. Em um dia no outono de 1900, Paul P. Harris se encontrou com o advogado Bob Frank para jantar em um luxuoso bairro no norte de Chicago. Eles saíram para uma caminhada parando em algumas lojas no caminho. Harris ficou impressionado com a maneira como Frank tinha feito amizades com muitos dos vendedores.

Desde que se mudara para Chicago para abrir seu escritório de advocacia, Harris não havia encontrado a mesma Camaradagem que Frank tinha com seus colegas empresários, e naquele momento começou a pensar em como encontrar esse tipo de companheirismo que o lembrava da cidade em que ele havia crescido na Nova Inglaterra. Em 23 de fevereiro de 1905 Paul Harris, juntamente com outros três homens de negócios: Silvester Schiele, comerciante de carvão, Gustavus Loehr, engenheiro de minas e Hiram Shorey, alfaiate, reuniram-se no Edifício Unity, na N orth Deaborn Street, 127, 7º andar formando o primeiro clube. O primeiro Presidente foi Silvester Schiele. O clube recebeu o nome de “Rotary” devido ao fato de que seus sócios se reuniam em rodízio nos respectivos locais de trabalho, em um sistema de rodízio. Seu quadro associativo cresceu rapidamente. Em 1907 surgiu o primeiro projeto comunitário: a instalação do primeiro sanitário público da cidade de Chicago, localizado perto da Prefeitura.

Em 1910 foi realizada a primeira Convenção, congregando se os clubes na Associação Nacional de Rotary Clubs. Paul Harris foi eleito Presidente da Associação. Nessa Convenção, por proposição de Arthur Frederik Scheldon, professor de marketing, foi adotado o lema: “mais se beneficia quem melhor serve seus companheiros”. Paul conheceu a sua futura esposa Jean Thompson em 1910 durante um passeio organizado pelo Prairie Club of Chicago, um grupo de amadores de atividades ao ar livre que ele ajudou a formar. Paul e Jean casaram-se em julho Daquele mesmo ano e dois anos mais tarde Paul construiu uma casa com vista para o campo onde eles se encontra ram pela primeira vez. A casa recebeu o nome de Comely Bank, o mesmo nome da rua onde Jean morou em sua infância, em Edimburgo, na Escócia. Paul e Jean não tiveram filhos.

Na 2ª Convenção, em Portland, Oregon, no ano de 1911, Paulo foi reeleito, dedicando-se ao desenvolvimento e expansão. Aprovou-se a proposta de Benjamin Franklin Collins, adotando-se o lema: “Servir, porém não a si próprio. Somente 40 anos depois, na Convenção de 1950, em Detroit, Michigan, EUA, foram oficialmente designados os lemas: “Mais se beneficia quem melhor serve” e “Dar de si antes de pensar em si”. O primeiro Rotary Club fora dos Estados Unidos foi fundado em 1911 em Winnipeg, Manitoba, Canadá. Nesse ano Nasceu a “The National Rotarian” publicação precursora da revista "The Rotarian".

Na Convenção de Duluth, Minnesota, em 1912, o nome foi mudado para Associação Internacional de Rotary Clubes, e encurtado em1922 para Rotary International.

Os Harris viajaram pelo mundo promovendo Rotary, sempre reconhecido como personalidade mundial, destacada, tendo recebido inúmeras condecorações. No Brasil, em 1942, recebeu do Presidente Getúlio Vargas, a “Ordem do Cruzeiro do Sul.

Paul faleceu em Comely Bank em 27 de janeiro de 1947 com 79 anos e foi enterrado no cemitério Mount Hope, nos arredores de Blue Island, perto da sepultura de seu velho amigo Silvester Schiele. Após a morte de Paul, Jean retornou à Escócia, sua terra natal, onde faleceu em 1963, com 82 anos. Em "Meu Caminho para Rotary", Paul atribui os valores nele incutidos por seus avós e vizinhos, a base que o levou à concepção de Rotary:

O Rotary nasceu do espírito de tolerância, boa fé e serviço, qualidades Características de meus familiares e companheiros de infância na Nova Inglaterra. Tenho tentado transmitir minha fé nesses valores a outros Seres humanos, com a mesma intensidade com que ela brilha dentro de mim”.


Notícias do Clube

Reitor defende maior valorização da Educação para o crescimento do país

O reitor da Unicesumar, Wilson de Matos Silva, comparou o desempenho do Brasil com países como o Japão e a Finlândia, atrelando uma relação de desenvolvimento ligado a investimentos na Educação. “Não tem país que dê certo com escola fraca. No Japão e na Finlândia é comum as escolas serem integrais, enquanto no Brasil, o modelo funciona com aulas no período da manhã e um programa com contraturnos à tarde. O cenário educacional brasileiro nos mostra, por exemplo, que menos da metade dos estudantes terminam o Ensino Médio”, afirma o reitor. Ele ressalta ainda como a valorização da educação e os hábitos de leitura são ainda escassos no Brasil. “Em Maringá nós temos 260 farmácias e somente 10 livrarias. Nada contra esse ramo, o que demonstra o quanto estamos consumindo produtos relacionados à saúde, mas veja bem, somente 10 livrarias? Há países com livrarias como a Al Ateneo, na Argentina, uma das mais lindas e maiores do mundo. Há muito ainda o que se fazer no Brasil”, pondera o educador. De acordo com Wilson, os brasileiros leem uma média de dois livros por ano. “Para a maioria das pessoas, vale destacar que, o conhecimento é uma das poucas janelas que se abrem para o mundo, que lhes dará uma oportunidade”. De família humilde de 9 filhos, Wilson Matos é rotariano do Rotary Club de Maringá Leste desde abril de 1985. Na mesma época, ele sonhava com a fundação de uma instituição de ensino superior para o município, que só tinha a Universidade Estadual de Maringá. “Eu costumo dizer que a minha trajetória se baseou em quatro pilares, a família, a fé, a dedicação e o empreendedorismo. Estou casado com a mesma mulher, Rosemary é minha parceira desde o início. Segundo, a minha fé, na Unicesumar os banheiros viviam com as portas pichadas com frases horríveis, até que um dia eu tive uma ideia. Em que momento nós ficamos parados, pensando na vida, na hora que vamos ao banheiro. Então, colocamos versículos bíblicos em todas as portas e nunca mais tivemos uma porta riscada”. O terreno onde funciona a Unicesumar foi doado pela Prefeitura. Até conquistar a estrutura que a universidade apresenta hoje, Wilson que é Graduado em Matemática pela Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em Cálculo Avançado pela Universidade Estadual de Londrina, exerceu antes a função de Professor de Matemática na UEM e na Universidade Paranaense. Também foi Gerente Proprietário das Empresas SEDMAR Transportes Ltda, da Empresa MB Informática Ltda e Construtora Matos Carvalho Ltda. Wilson também entrou na política a convite, em 2006 foi 1º suplente do Senador Álvaro Dias até, recentemente, dezembro de 2014. Chegou a exercer a posição de titular entre abril e julho de 2007. Sua prioridade também foi a Educação, cinco dos 12 projetos de lei que apresentou foram aprovados. Por toda sua relevância e parceria aos projetos do Rotary, ele recebeu na Conferência da Inspiração a homenagem Emílio Germani do governador Carlos Naves. Larissa Nakao Comunicação Corporativa

Postado em 13 de Junho de 2019 por

Hallage destaca que Clubes e Distrito devem trabalhar em Equipe

Antonio Hallage, Diretor de Rotary International 2009-11 e curador da Fundação Rotária 2011-15, foi um dos palestrantes da Conferência da Inspiração, onde falou sobre o “Tema: Desenvolvimento do Quadro Associativo, Imagem Pública e Fundação Rotária – Ação Conjunta dos Clubes e Distrito – Uma Só Equipe”. “Um Distrito é feito de pessoas. São nos clubes que as ações acontecem e a tarefa do governador é dar a motivação necessária para que os clubes trabalhem. Uma equipe que funciona bem deve apresentar propósitos comuns, tais como prioridades, padrões de qualidade, tomada de decisões, atribuições específicas, uma comunicação clara e a resolução de conflitos”, explica Hallage, que foi moderador em 2018 no Instituto de Lideranças Rotárias do Rotary International, para o treinamento dos Coordenadores Regionais da Fundação Rotária, de Rotary e de Imagem Pública. “O ILR (Instituto de Liderança Rotária) foi criado para formar novas lideranças. Se consideramos que existem mais de 35 mil clubes no mundo, quantas pessoas ocupam funções no Rotary todos os anos? Milhares! Por isso o compartilhamento de experiências e os treinamentos de rotarianos que têm habilidades distintas, mas que ainda não assumiram cargos, são de extrema importância para a continuidade do crescimento de um Distrito”, explica Hallage. Conforme ele, esse treinamento contínuo, planejado, garante o crescimento estruturado do Distrito e seus Rotary Clubs. Além de se desenvolverem como rotarianos, com um conteúdo customizado para a sua região, o treinamento permitirá que recebam informações atualizadas de instrutores experientes, escolhidos em cada Distrito. Sobre a nova terminologia para DQA, que recentemente passou a ser Atração e Engajamento, segundo Hallage, a “atração” antecede a admissão, é o momento em que se atrai novos associados, explicando-lhes o que o Rotary faz. Já o Engajamento dá ênfase na Capacitação, no relacionamento com as comunidades, no desenvolvimento dos clubes e dos projetos, envolvendo esses novos associados. Hallage defendeu em sua palestra uma Imagem Pública mais humanizada, onde a visibilidade seja dada exclusivamente para os projetos. “O mais importante é impactarmos a comunidade mostrando que somos pessoas servindo pessoas”.    Larissa Nakao Comunicação Corporativa    

Postado em 10 de Junho de 2019 por

Rotary: os bastidores por trás da ajuda aos refugiados da Venezuela

Aos 68 anos e 51 de profissão, o jornalista Fernando Quintella, associado do Rotary Club de Boa Vista-Caçari, em Roraima, conta que fazer a cobertura sobre os refugiados da Venezuela que chegaram até Roraima, foi a maior crise humanitária que já presenciou em décadas de profissão. Com apenas um Rotary Club e 35 associados na cidade, desde 2015 Boa Vista tem recebido milhares de venezuelanos, cujo país se assolou numa profunda crise econômica e política.  Com a população sofrendo com a escassez de alimentos, por exemplo, países vizinhos como o Brasil tiveram que lidar com a chegada em massa de uma “nova” população. De traficante a professor, chegaram todos os tipos de perfis de cidadãos, muitas mulheres se prostituindo a R$ 80,00 o programa para sustentar a família ou mandar dinheiro para os filhos que ficaram na Venezuela. “É uma crise humanitária, com pouca luz neste caso, de repente cerca de 40 mil pessoas chegaram em Boa Vista, não tem barreira sanitária, a maioria sem hábitos de higiene, mudou totalmente a rotina da cidade, afetou o sistema de saúde e de educação”, afirma o jornalista, autor da matéria publicada na Revista Rotary Brasil de Fevereiro último, intitulada “Rotary Clubs de todo o país unem forças para socorrer os refugiados venezuelanos em Roraima”, Fernando Quintella. Bela Vista, entre as capitais do Brasil, tem a 2ª menor população, cerca de 330 mil. Com a piora na crise da Venezuela nesta semana, a cidade teme por uma nova chegada de milhares de imigrantes. O jornalista, que foi governador em 1994-95 do Distrito 4720, explica que a produção da matéria escrita por ele levou quase 1 ano para ser gestada. A reportagem original tinha 26 laudas e mobilizou Rotary Clubs de todos os cantos do país. “Quando tudo isso começou não havia uma organização, uma estrutura, uma logística para atender essas pessoas, uma racionalização das operações”, relembra.  Larissa Nakao Comunicação Corporativa

Postado em 05 de Junho de 2019 por

Reuniões Quartas-Feiras | 20:00
R. Alcindo Pinto de Arruda,325